Firewall

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Firewall

Um Firewall tem por objetivo aplicar políticas de segurança no acesso a uma rede ou servidor. O firewall pode ser do tipo filtros de pacotes, atuando no nível da camada IP, ou Servidor Proxy, atuando no nível das aplicações.

Firewall.png

Firewall com Iptables

O Iptables é uma ferramenta que permite implementar regras para firewall, disponível em todas as distribuições Linux.

O Iptables normalmente já vem instalado no Ubuntu.

As páginas man fornecem referência para utilizar o comando iptables para construir regras para filtros de pacotes':

man iptables

Tabelas (Tables)

Com o Iptables é possível cinco tipos diferentes tabelas (Tables) para filtragem ou tratamento de pacotes, cada uma delas com diferentes tipos de regras (Chain).

Parâmetro: -t
tabelas:
  • filter -> tabela default para filtragem de pacotes
  • nat -> implementa o NAT (network address translation)
  • mangle -> alteração de pacotes
  • raw -> implementação de rastreamento de conexões
  • securety -> usada para controle de segurança de acesso

Regras (Chain)

Para verificar as regras existentes, pode utilizar o comando:

sudo iptables -L
Parâmetro: -L (lista regras).
Chain INPUT (policy ACCEPT)
target     prot opt source               destination         

Chain FORWARD (policy ACCEPT)
target     prot opt source               destination          

Chain OUTPUT (policy ACCEPT)
target     prot opt source               destination

Cada Chain é um conjunto de regras utilizadas para filtrar pacotes.

Tipos de Chain
Por default há três tipos de regras:
  1. INPUT, pacotes destinados ao Socket local;
  2. FORWARD, pacotes a serem roteados;
  3. OUTPUT,pacotes originados localmente.
Policy
Para cada Chain é estabelecida uma policy (política), quais sejam:
  1. ACCEPT (aceitar), deixa o pacote passar (política default);
  2. DROP, descarta o pacote;
  3. RETURN, avança para a próxima regra.

Observa-se também o cabeçalho de cada coluna que formam as regras:

  • target (alvo),
  • prot (protocolo),
  • opt (opções),
  • source (fonte) e
  • destination (destino).

Exemplos de filtros de pacotes TCP e UDP

Referência: [1].

Exemplo 1
Regra que pode ser utilizada em um computador desktop conectado a Internet para ignorar conexões vindas em qualquer porta TCP:
  • Execute a regra no seu Servidor:
sudo iptables -A INPUT -p tcp --syn -j DROP
Comando:
  • -A INPUT, (-A append) adiciona regra INPUT,
Parâmetros:
  • -p tcp --syn, (-p protocol) protocolo TCP e pacote SYN solicitando abertura de conexão,
  • -j DROP, (-j jump) define que o pacote será descartado.
  • Verifique o resultado com:
sudo iptables -L
Chain INPUT (policy ACCEPT)
target   prot opt source      destination         
DROP     tcp  --  anywhere    anywhere       tcp flags:FIN,SYN,RST,ACK/SYN
  • Teste o acesso ao servidor Web de seu servidor;
  • Elimine a regra com o comando:
sudo iptables -D INPUT -p tcp --syn -j DROP
Comando:
  • -D, (-d delete) deleta a regra.
  • Teste novamente o acesso ao servidor Web.
Exemplo 2
Regra que permite aos computadores da rede interna de se conectar normalmente, mas bloqueia tudo que vem da Internet em qualquer porta TCP ou UDP:
sudo iptables -A INPUT -p tcp --syn -s 192.168.70.0/255.255.254.0 -j ACCEPT
sudo iptables -A INPUT -p tcp --syn -j DROP
sudo iptables -A INPUT -p udp -j DROP
Comando:
  • -s 192.168.70.0/255.255.254.0, (-s source) especifica a fonte .
Exemplo 3
Regra equivalente a anterior, mas aceita conexões SSH:
sudo iptables -A INPUT -p tcp --destination-port 22 -j ACCEPT
sudo iptables -A INPUT -p tcp --syn -s 192.168.70.0/255.255.254.0 -j ACCEPT
sudo iptables -A INPUT -p tcp --syn -j DROP
sudo iptables -A INPUT -p udp -j DROP

Sequência de análise das regras

O Iptables processa os comandos em sequência, regra por regra. Se um pacote vem para a porta 22 ele é aceito antes de ir para as demais regras. Se não passou pela primeira regra mas vem de um dos endereços da rede local é imediatamente aceito. Os demais vão para as duas últimas regras e acabam recusados [1].

Todas as regras podem ser eliminadas com o comando:

sudo iptables -F
Comando:
  • -F (-F flush) apaga todas as regras.

Exemplo de filtro de pacotes ICMP

Pacotes do Protocolo ICMP são utilizados por aplicativos importantes para a administração de redes, como o ping e o traceroute. Também servem para enviar mensagens de erro e controle entre hosts e roteadores, alertando sobre anormalidades no funcionamento do roteamento e da rede, informando situações como destino inalcançável, redirecionamentos, esgotamento de tempo, etc. Portanto, o bloqueio de pacotes ICMP deve ser evitado, ou realizado com critério.

Filtro de ICMP ping
iptables -A INPUT -p icmp --icmp-type echo-request -j DROP

Regras úteis de segurança com Iptables

Na Internet é possível encontrar várias dicas e regras úteis de segurança com Iptables, segue alguns links:

Configuração do NAT no Linux

O NAT é um mecanismo que possibilita a uma rede local usar apenas um endereço IP público no que concerne ao mundo exterior e utilizar endereços IP privados no que concerne a rede interna.

Nat.png

O NAT no Ubuntu se configura com iptables com os seguintes comandos:

modprobe iptable_nat
iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.0.0/16 -o eth1 -j MASQUERADE
  1. O primeiro comando ativa o NAT no módulo iptables.
  2. O segundo comando define a regra para fazer com que todo o tráfego originado em 192.168.0.0/16, e que sai pela interface eth1 deve ser mascarado com o endereço IP dessa interface [2].

Proxy transparente com Iptables

Um Servidor Proxy isolado, montado com Squid, além da configuração do servidor é necessário configurar cada um dos navegadores e outros programas que vão acessar a Internet via servidor Proxy.

Com o Iptables é possível construir um Proxy transparente, evitando que seja necessário informar no navegador o endereço do servidor e a porta.

Exemplo de configuração de roteador com firewall e proxy

Roteador com Firewall (Iptables) e Proxy (Squid) servindo a rede local com IP privado 192.168.0.0/16 pela interface Eth0 e acesso a Internet com IP público 200.17.101.10 pela interface Eth1:

ProxyTransparente.png

Passos para a configuração:

  1. Configurar Squid para funcionar em modo transparente;
  2. Configurar o servidor como roteador NAT;
  3. Configurar o Iptables para encaminhar toda requisição HTTP para porta 3128.

Referência: [3]

Configuração do Squid
Arquivo /etc/squidw/squid.conf:
#  TAG: http_port
http_port 3128 transparent

#  TAG: acl
#  ...
#  Demais regras de acesso acl do Firewall
Configuração do servidor como roteador NAT
Setar para que o servidor encaminhe pacotes:
echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward
Configurar NAT com Iptables de forma a mascarar pacotes vindos da interface Eth0 (rede local) e saindo pela interface Eth1 (Internet) como o endereço desta interface:
modprobe iptable_nat
iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.0.0/16 -o eth1 -j MASQUERADE
Configuração do Iptables
Adicionar regras para que toda requisição HTTP (porta 80) seja redirecionada o Squid, na porta 3128:
iptables -t nat -A PREROUTING -i eth1 -p tcp --dport 80 -j DNAT --to 192.168.0.1:3128
iptables -t nat -A PREROUTING -i eth0 -p tcp --dport 80 -j REDIRECT --to-port 3128

Referências

  1. 1,0 1,1 MORIMOTO, C. E. Seridores Linux: Guia prático, Sul Editores, Porto Alegre, 2013.
  2. VALLE, O. T. Gerência de Redes, Diário Aula, 2014. http://wiki.sj.ifsc.edu.br/wiki/index.php/GER20706-2014-1
  3. GITE, V. Linux: Setup a transparent proxy with Squid in three easy steps, nixCraft, 2006. http://www.cyberciti.biz/tips/linux-setup-transparent-proxy-squid-howto.html

--Evandro.cantu (discussão) 10h01min de 23 de fevereiro de 2016 (BRT)